{"id":15023,"date":"2026-09-30T13:48:25","date_gmt":"2026-09-30T13:48:25","guid":{"rendered":"https:\/\/granadasmile.com\/meaning-origin-word-alpujarra\/"},"modified":"2026-10-15T05:41:25","modified_gmt":"2026-10-15T05:41:25","slug":"o-que-significa-alpujarra-origem-do-nome-e-as-suas-hipoteses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/granadasmile.com\/pt-pt\/o-que-significa-alpujarra-origem-do-nome-e-as-suas-hipoteses\/","title":{"rendered":"O que significa Alpujarra: origem do nome e as suas hip\u00f3teses"},"content":{"rendered":"<p><strong>Alpujarra \u00e9 o nome de uma regi\u00e3o de Granada e Almer\u00eda, e a sua etimologia recebeu diferentes explica\u00e7\u00f5es.<\/strong> Com as fontes consultadas n\u00e3o podemos estabelecer uma tradu\u00e7\u00e3o \u00fanica e comprovada. \u00c9 por isso que n\u00e3o \u00e9 apropriado afirmar sem nuances que \u201ca terra das montanhas\u201d significa em \u00e1rabe.<\/p>\n<p>Uma coisa \u00e9 o lugar que o nome designa hoje e outra \u00e9 de que forma lingu\u00edstica prov\u00e9m. Para a segunda quest\u00e3o, \u00e9 conveniente distinguir as interpreta\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas de uma investiga\u00e7\u00e3o filol\u00f3gica e atribuir cada proposta a quem a formula.<\/p>\n<h2>Que explica\u00e7\u00f5es foram dadas ao nome<\/h2>\n<p>Pedro Antonio de Alarc\u00f3n reuniu diversas opini\u00f5es na segunda parte, cap\u00edtulo III, de <em>La Alpujarra<\/em>. Pode ler o <a href=\"https:\/\/es.wikisource.org\/wiki\/La_Alpujarra\/13\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">texto hist\u00f3rico transcrito no Wikisource<\/a>. O <a href=\"https:\/\/www.cervantesvirtual.com\/obra\/la-alpujarra-sesenta-leguas-a-caballo-precedidas-de-seis-en-diligencia--0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">registo da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes<\/a> identifica a sua edi\u00e7\u00e3o digital como uma reprodu\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o madrilena de 1874.<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Proposta<\/th>\n<th>Quem coleciona ou estuda<\/th>\n<th>Como interpret\u00e1-lo<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Uma regi\u00e3o briguenta ou quezilenta; outra vers\u00e3o acrescenta a sensa\u00e7\u00e3o de indom\u00e1vel.<\/td>\n<td>Alarc\u00f3n atribui estas interpreta\u00e7\u00f5es a Luis del M\u00e1rmol e Miguel Lafuente Alc\u00e1ntara.<\/td>\n<td>Opini\u00f5es hist\u00f3ricas relatadas pelo escritor, e n\u00e3o uma descri\u00e7\u00e3o do car\u00e1cter actual dos seus habitantes.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Uma rela\u00e7\u00e3o com fortifica\u00e7\u00f5es denominadas Al-Bord-jela, que o texto explica como Castelo dos Aliados.<\/td>\n<td>Alarc\u00f3n atribui-o a Romey e Sacy.<\/td>\n<td>Hip\u00f3tese hist\u00f3rica; N\u00e3o \u00e9 adotada como tradu\u00e7\u00e3o comprovada de Alpujarra.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Serra de erva ou pasto, ligada \u00e0 forma Al-bugscharra.<\/td>\n<td>Alarc\u00f3n aproveita ao mencionar Aledrix e Conde.<\/td>\n<td>Outra interpreta\u00e7\u00e3o do seu repert\u00f3rio, sem declarar que \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o aceite por todos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Alba Sierra, parente de Albuxarrate.<\/td>\n<td>Alarc\u00f3n refere-se \u00e0 proposta de Simonet e real\u00e7a a sua pr\u00f3pria cautela ao formul\u00e1-la.<\/td>\n<td>Proposta provis\u00f3ria nesta fonte.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Compara\u00e7\u00e3o com vozes rom\u00e2nticas relacionadas com declive, subida ou declive.<\/td>\n<td>Ram\u00f3n Men\u00e9ndez Pidal e Antonio Tovar, num estudo filol\u00f3gico de 1958.<\/td>\n<td>Um caminho de an\u00e1lise lingu\u00edstica diferente de fornecer uma tradu\u00e7\u00e3o literal em \u00e1rabe do nome inteiro.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Alarc\u00f3n enumera as opini\u00f5es e declara que n\u00e3o escolhe nenhuma porque n\u00e3o sabe \u00e1rabe. O seu cap\u00edtulo documenta a discuss\u00e3o da sua \u00e9poca; n\u00e3o prova por si s\u00f3 qual a etimologia correta.<\/p>\n<h2>Qual o contributo do estudo filol\u00f3gico?<\/h2>\n<p>Em <a href=\"https:\/\/apps2.rae.es\/BRAE_DB_PDF\/TOMO_XXXVIII\/CLIV\/MenendezPidal_161_214.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Sufixos com -rr- em Espanha e fora dela, especialmente na topon\u00edmia<\/em><\/a>, publicado no <em>Bolet\u00edn de la Real Academia Espa\u00f1ola<\/em> em 1958, Men\u00e9ndez Pidal e Tovar examinam o nome na sec\u00e7\u00e3o 12, impressa nas p\u00e1ginas 176\u2013177. Recolhem grafias como <em>Alpuxarra<\/em> e <em>Alpuxarras<\/em>, comparam nomes relacionados e consideram formas rom\u00e2nicas ligadas \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o e ao relevo.<\/p>\n<p>Isto permite-nos ver que a explica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se reduz a separar automaticamente um in\u00edcio <em>al-<\/em> e traduzir o resto como se fosse uma palavra \u00e1rabe corrente. Esta \u00e9 a proposta deste artigo, n\u00e3o uma nova conclus\u00e3o do GranadaSmile nem uma decis\u00e3o contempor\u00e2nea da RAE sobre a origem do nome.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo tamb\u00e9m importa. No seu <a href=\"https:\/\/idus.us.es\/server\/api\/core\/bitstreams\/3c639c0f-a93d-41bd-8c95-4ce04e8f8312\/content\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo de 2025 sobre a obra de Francisco L\u00f3pez Tamarid<\/a>, Mar\u00eda Dolores Gord\u00f3n Peral analisa as explica\u00e7\u00f5es antigas dos nomes de lugares. Examinando a sua informa\u00e7\u00e3o etimol\u00f3gica, p\u00e1gina 180, observa que as conjecturas sobre os significados n\u00e3o eram acompanhadas por uma justifica\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica fon\u00e9tica, morfol\u00f3gica ou lexical. Esta observa\u00e7\u00e3o ajuda a ler as fontes hist\u00f3ricas com cautela; n\u00e3o o utilizamos como evid\u00eancia de uma tradu\u00e7\u00e3o definitiva de Alpujarra.<\/p>\n<h2>A Alpujarra ou as Alpujarras?<\/h2>\n<p>Encontrar\u00e1 ambos os formul\u00e1rios nas fontes. O livro de Alarc\u00f3n tem o nome no singular e o estudo de 1958 inclui o singular e o plural. O <a href=\"https:\/\/dle.rae.es\/alpujarre%C3%B1o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dicion\u00e1rio da L\u00edngua Espanhola, na entrada \u201calpujarre\u00f1o, \u00f1a\u201d<\/a>, utiliza <em>las Alpujarras<\/em> para definir a origem e o que est\u00e1 relacionado com aquele territ\u00f3rio. Esta entrada define o nome; n\u00e3o oferece uma etimologia do nome regional.<\/p>\n<p>Neste site costumamos utilizar <strong>la Alpujarra<\/strong>. O plural numa obra ou num dicion\u00e1rio n\u00e3o significa por si s\u00f3 que se trata de um destino diferente.<\/p>\n<h2>Onde fica e como continuar a prepara\u00e7\u00e3o para a visita<\/h2>\n<p>A regi\u00e3o inclui localidades das prov\u00edncias de Granada e Almer\u00eda. N\u00e3o existem cinco prov\u00edncias nem se pode deduzir um n\u00famero total de aldeias a partir do significado do nome. Consulte o nosso <a href=\"https:\/\/granadasmile.com\/pt-pt\/que-pueblos-forman-la-alpujarra\/\">cat\u00e1logo dos munic\u00edpios e centros da Alpujarra<\/a>, que explica as fontes e as diferentes \u00e1reas utilizadas para as listas.<\/p>\n<p>Se a sua pr\u00f3xima d\u00favida \u00e9 qual a cidade a visitar, tem uma <a href=\"https:\/\/granadasmile.com\/pt-pt\/cual-es-el-pueblo-mas-bonito-de-la-alpujarra\/\">compara\u00e7\u00e3o de acordo com o tipo de visita<\/a>. A escolha de um percurso, atividade ou local de nata\u00e7\u00e3o requer informa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica; A explica\u00e7\u00e3o do top\u00f3nimo n\u00e3o credencia estes servi\u00e7os nem as suas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>Fontes e \u00e2mbito da explica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Esta entrada contrasta um texto hist\u00f3rico de Alarc\u00f3n, um estudo filol\u00f3gico de 1958, uma an\u00e1lise acad\u00e9mica publicada em 2025 e a defini\u00e7\u00e3o atual do demon\u00f3nimo no DLE. As propostas s\u00e3o apresentadas com a sua atribui\u00e7\u00e3o. N\u00e3o existe consenso etimol\u00f3gico nem uma \u00fanica tradu\u00e7\u00e3o literal.<\/p>\n<section id=\"gs-sources\" class=\"gs-editorial-sources\" aria-label=\"Fontes\">\n<h2>Fontes<\/h2>\n<ul>\n<li><strong>texto hist\u00f3rico transcrito no Wikisource<\/strong>: <a href=\"https:\/\/es.wikisource.org\/wiki\/La_Alpujarra\/13\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/es.wikisource.org\/wiki\/La_Alpujarra\/13<\/a><\/li>\n<li><strong>registo da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes<\/strong>: <a href=\"https:\/\/www.cervantesvirtual.com\/obra\/la-alpujarra-sesenta-leguas-a-caballo-precedidas-de-seis-en-diligencia--0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.cervantesvirtual.com\/obra\/la-alpujarra-sesenta-leguas-a-caballo-precedidas-de-seis-en-diligencia&#8211;0\/<\/a><\/li>\n<li><strong>Sufixos com -rr- em Espanha e fora dela, sobretudo na topon\u00edmia<\/strong>: <a href=\"https:\/\/apps2.rae.es\/BRAE_DB_PDF\/TOMO_XXXVIII\/CLIV\/MenendezPidal_161_214.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/apps2.rae.es\/BRAE_DB_PDF\/TOMO_XXXVIII\/CLIV\/MenendezPidal_161_214.pdf<\/a><\/li>\n<li><strong>Estudo de 2025 sobre a obra de Francisco L\u00f3pez Tamarid<\/strong>: <a href=\"https:\/\/idus.us.es\/server\/api\/core\/bitstreams\/3c639c0f-a93d-41bd-8c95-4ce04e8f8312\/content\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/idus.us.es\/server\/api\/core\/bitstreams\/3c639c0f-a93d-41bd-8c95-4ce04e8f8312\/content<\/a><\/li>\n<li><strong>Dicion\u00e1rio da l\u00edngua espanhola, na entrada &#8220;alpujarre\u00f1o, \u00f1a&#8221;<\/strong>: <a href=\"https:\/\/dle.rae.es\/alpujarre%C3%B1o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/dle.rae.es\/alpujarre%C3%B1o<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alpujarra \u00e9 o nome de uma regi\u00e3o de Granada e Almer\u00eda, e a sua etimologia recebeu diferentes explica\u00e7\u00f5es. 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